Pesquisadores da USP criam extrato à base de açafrão que elimina larva do Aedes Aegypti

Os especialistas garantem que a substância não agride o meio ambiente e pode ser mais eficaz que os larvicidas

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 03/05/2019

A forma mais eficaz de acabar com as doenças causadas pelo Aedes Aegypti é eliminando a raiz do problema: as larvas do mosquito. Pensando nisso, pesquisadores do Instituto de Física (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) localizada em São Carlos desenvolveram uma maneira que pode beneficiar a população.

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Eles desenvolveram um extrato feito a partir do açafrão da terra, também chamado de cúrcuma, capaz de matar as larvas do Aedes em 3 horas. Para isso, foi preciso sintetizar a curcumina, pigmento natural do açafrão, transformando-a em um extrato concentrado que reage quando está exposto ao sol.

Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV
Extrato de açafrão da terra

"Após as larvas comerem a curcumina, em contato com o oxigênio presente no ambiente e uma iluminação, ocorre uma reação de dentro para fora, destruindo essas larvas", explicou a pesquisadora do IFSC/USP Natália Inada em entrevista ao portal G1.

De acordo com os investigadores, basta misturar o pó com um pouco de água e aplicar nos principais locais em que o mosquito possa colocar os ovos. Em até 48 horas, as larvas estarão mortas.

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Os testes foram realizados em quintais de seis casas durante três meses. Os especialistas garantem que a substância não agride o meio ambiente e tem melhor eficácia quando comparado aos larvicidas convencionais.

Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV
Larvas do Aedes aegypti

Além de financiar a pesquisa, o Ministério da Saúde pensa na possibilidade de liberar a substância para o controle da dengue, mas antes o projeto passará por uma avaliação.

Doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

Dengue, zika e chikungunya são vírus transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti, infectado. As três podem trazer graves consequências quando entram em contato com os seres humanos, sendo que muitos destes efeitos foram descobertos recentemente, como a relação entre a infecção pelo zika em gestantes e o nascimento de bebês com microcefalia - que é uma condição neurológica que faz com que a criança tenha a cabeça significativamente menor do que a média para a sua idade e sexo. Para saber mais leia aqui!

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