Clamídia: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dra. Erika Ferrari Rafael da Silva
Infectologia - CRM 97919/SP
especialista minha vida

Visão Geral

O que é Clamídia?

Clamídia é uma bactéria que causa uma infecção sexualmente transmissível (IST), que na maioria das vezes atinge os órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. Essa doença muitas vezes é silenciosa e acometer homens e mulheres com vida sexual ativa.

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Causas

Clamídia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Ela pode ser transmitida via contato sexual anal, oral ou vaginal e pode também ser congênita, ou seja, pode ser passada de mãe para filho durante a gravidez.

Fatores de risco

Manter relações sexuais desprotegidas é o principal fator de risco para contaminação por clamídia. Independentemente do número de parceiros que uma pessoa venha a ter, o fator determinante para a transmissão dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é a ausência de preservativo durante o ato sexual.

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Sintomas

Sintomas de Clamídia

A maioria dos casos da clamídia, entre 70 a 80% não apresenta sintomas. Quando eles ocorrem, isso acontece geralmente de uma a três semanas após a exposição à bactéria causadora da doença.Os sintomas mais comuns nas mulheres são:

  • Corrimento amarelado ou claro
  • Sangramento espontâneo ou durante as relações sexuais
  • Dor ao urinar e/ou durante as relações sexuais e/ou no baixo ventre (pé da barriga).

Nos homens os sintomas mais comuns da clamídia são:

  • Ardência ao urinar
  • Corrimento uretral com a presença de pus
  • Dor nos testículos.

Um em cada quatro homens com clamídia não apresentam sintomas, e somente cerca de 30% das mulheres infectadas manifestam os sinais típicos da doença.

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Consulte um profissional se apresentar sintomas de clamídia.

Muitas pessoas infectadas por clamídia não apresentam sintomas, adultos sexualmente ativos devem realizar exames periodicamente. Procure um médico também se seu parceiro ou parceira descobrir que tem clamídia.

Procure um médico também se seu parceiro ou parceira descobrir que tem clamídia. Nesses casos, mesmo que não haja sintomas, o médico receitará um antibiótico para ação imediata contra a bactéria causadora.

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar clamídia estão:

  • Clínica médica
  • Infectologia
  • Urologia
  • Ginecologia.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo doenças prévias ou crônicas e o uso de medicamentos ou suplementos que são utilizados regularmente
  • Quando possível leve um acompanhante na consulta

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Você manteve relações sexuais desprotegidas recentemente?
  • Você sente dores pélvicas?
  • Você sente dor ou ardência ao urinar?
  • Você tem notado corrimento atípico?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, não hesite em fazer perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Clamídia

Para realizar o diagnóstico de clamídia, os procedimentos são considerados bem simples. Os exames envolvem a coleta de amostras da secreção uretral ou da secreção do colo do útero. Se o indivíduo pratica sexo anal, amostras colhidas do reto também podem ser solicitadas.

O diagnóstico laboratorial da cervicite causada por C. trachomatis pode ser feito por um método de biologia molecular (NAAT). A captura híbrida é outro método de biologia molecular; embora menos sensível que o NAAT, avalia qualitativamente a presença da bactéria. Se o resultado mostrar infecção, o tratamento apropriado deve ser instituído, referindo-se também as parcerias sexuais para avaliação e tratamento.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Clamídia

Na presença de qualquer sinal ou sintoma, recomenda-se procurar um médico para diagnóstico e tratamento com o antibiótico adequado.

As parcerias sexuais, mesmo sem sinais e sintomas, devem ser tratadas. Em situações específicas serão indicados exames para pacientes sem sintomas.

O tratamento de clamídia não garante imunidade para a doença, ou seja, se não houver o devido cuidado, a pessoa pode se infectar novamente.

Medicamentos para Clamídia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de clamídia são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Clamídia não tratada pode levar a problemas mais sérios de saúde, como:

  • Infertilidade (dificuldade para ter filhos)
  • Dor crônica na região pélvica (“pé da barriga”)
  • Dor durante as relações sexuais
  • Gravidez tubária (quando ocorre nas trompas)
  • Complicações na gestação.

A clamídia na gravidez pode provocar diversas complicações durante e depois da gestação, tais como:

  • Gravidez tubária (que ocorre nas trompas)
  • Aborto espontâneo
  • Inflamação da camada interna do útero (endometrite)
  • Parto precoce (com risco de parto antes das 37 semanas de gravidez)
  • Infecção pós-parto (se a clamídia for contraída durante a gestação).

Clamídia tem cura?

O tratamento com antibiótico funciona bem e pode impedir o desenvolvimento de complicações a longo prazo. Durante o tratamento a pessoa deve evitar relações sexuais. O tratamento adequado possibilita erradicar completamente a bactéria.

As parcerias sexuais também devem ser avaliadas e orientadas pelo profissional de saúde para evitar nova contaminação.

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Prevenção

Prevenção

A única maneira 100% garantida de não contrair clamídia é não mantendo relações sexuais. Mas o uso de preservativo durante a relação sexual diminui a chance de contaminação.

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Fontes e referências

  • Ministério da Saúde
  • Manual Merck