Espondilite anquilosante: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Espondilite anquilosante?

Espondilite anquilosante (CID 10 M45) é uma doença inflamatória crônica, que ainda não tem cura e que afeta as articulações do esqueleto axial, especialmente as da coluna, quadril, joelhos e ombros. A inflamação também pode atingir outras partes do corpo, como os olhos.

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A doença faz com que as vértebras na coluna se fundam, ficando menos flexível, o que pode resultar numa postura curvada para a frente. Além disso, se as costelas forem afetadas, pode ser difícil respirar profundamente.

A espondilite anquilosante afeta mais homens que mulheres. Os sinais e sintomas da doença normalmente começam logo no início da fase adulta. Apesar de ainda não existir cura para espondilite anquilosante, com o tratamento adequado é possível diminuir a dor e minimizar os demais sintomas da doença.

Causas

A causa da espondilite anquilosante ainda é desconhecida, mas existe um fator genético facilitador, denominado HLA-B27. O percentual de pessoas com espondilite anquilosante que possuem esse marcador genético chega a 90% nos países escandinavos. No Brasil, pela miscigenação étnica encontra-se em torno de 76%.

Nestes casos (em que a pessoa possui o HLA-B27), a teoria mais aceita é a de que a espondilite anquilosante pode ser desencadeada por uma infecção intestinal, justamente por essas pessoas já estarem geneticamente predispostas a desenvolver a doença.

A espondilite anquilosante não é transmitida por transfusão de sangue ou contágio. A chance dos pais com a doença a passarem para os seus filhos não é maior do que 15%, contra os 85% de gerar crianças sem essa condição.

Fatores de risco

Os principais fatores predisponentes para o desenvolvimento da espondilite anquilosante são:

  • Ser do sexo masculino, uma vez que a incidência da doença é maior entre os homens
  • Ser adolescente ou adulto jovem
  • Ter herdado o marcador genético HLA-B27. Mas, atenção, ter o marcador não quer dizer que a pessoa obrigatoriamente desenvolverá espondilite anquilosante
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Sintomas

Sintomas de Espondilite anquilosante

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Dentre os sinais e sintomas de espondilite anquilosante estão:

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Diagnóstico e Exames

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Você deve procurar ajuda médica se apresentar os sintomas de espondilite anquilosante, especialmente se tiver dor na lombar ou região glútea que piora após o período de repouso e melhora com atividades ou exercícios. Da mesma forma, se você já foi diagnosticado com espondilite anquilosante e começar a desenvolver outros sintomas, como dor e vermelhidão ocular, sensibilidade severa a luz ou visão embaçada.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar espondilite anquilosante são:

  • Clínico geral
  • Reumatologista
  • Ortopedista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar tempo. Desta forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Informações sobre os problemas de saúde de seus pais ou irmãos
  • Se possível, leve um acompanhante.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Você sente dores? Em qual região? Com qual intensidade?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas?
  • Você sente dores mais fortes em algum momento específico do dia?
  • A sua dor melhora com alguma atividade ou exercício?

Também é importante levar suas dúvidas para o consultório por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar.

Diagnóstico de Espondilite anquilosante

O diagnóstico de espondilite anquilosante é clinico, podendo ser auxiliado por provas laboratoriais e de imagem como os raios x, que permitem ao médico verificar mudanças nas articulações e ossos. Contudo, as alterações não costumam estar visíveis na fase precoce podendo ser necessária uma ressonância magnética da coluna vertebral para conseguir uma análise mais detalhada dos ossos e tecidos, a fim de revelar dados sugestivos ainda na fase inicial.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Espondilite anquilosante

O tratamento da espondilite anquilosante é clínico, com o objetivo de controlar a doença. De forma a reduzir o risco de deformidades decorrentes de suas complicações, aliviar as dores e outros sintomas do paciente.

Cirurgias não são indicadas com a finalidade de tratar a espondilite anquilosante, apenas quando a pessoa tem alguma outra complicação ou problema na coluna cervical, mas são casos mais raros.

Além do tratamento medicamentoso, é indicado fisioterapia para que a pessoa com espondilite anquilosante mantenha um programa de exercícios posturais e respiratórios, com a finalidade de fortalecer os músculos e favorecer a mobilidade das juntas.

É importante ressaltar que os medicamentos expostos aqui são os mais comumente usados para tratar espondilite anquilosante, mas apenas o médico que está acompanhando o paciente poderá prescrever essas ou outras medicações, assim como combinações de remédios indicados para seu caso clínico. A automedicação atrapalha o tratamento, pode piorar os sintomas e interfere no diagnóstico correto.

Entre os medicamentos de primeira linha estão os anti-inflamatórios não hormonais. Na falha ou contra indicação destes, existe a necessidade de utilizar as medicações biológicas, que são proteínas que lutam contra algumas substâncias, como o fator de necrose tumoral, mantendo conjuntamente ou não os anti-inflamatórios não hormonais.

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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

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Desde que a espondilite anquilosante seja tratada cedo, com bastante fisioterapia, o prognóstico é muito bom, sendo possível controlar a sua progressão e manter o paciente apto no exercício das suas funções.

Complicações possíveis

São várias as complicações que a espondilite anquilosante pode causar, especialmente caso não seja tratada ou o diagnóstico seja muito tardio. O curso natural da doença não tratada pode fazer com que a pessoa fique com a coluna completamente fundida, dura, perdendo toda a sua mobilidade, além de ficar com uma deformidade importante na região.

Algumas pessoas podem apresentar problemas na válvula aórtica (insuficiência aórtica) e problemas nos batimentos cardíacos. Outros pacientes podem desenvolver fibrose pulmonar ou doença pulmonar restritiva.

Espondilite anquilosante tem cura?

A evolução da espondilite anquilosante é variável conforme a sua apresentação em surto isolado, vários surtos ou um surto contínuo atingindo diversos segmentos da coluna de forma progressiva.

O principal para um bom prognóstico é o diagnóstico correto precoce e a aderência ao tratamento medicamentoso e fisioterápico, com o objetivo de controle total ou parcial da progressão da doença e ou remissão clínica - ou seja, que a doença volte - evitando sequelas e limitação funcional. Porém, o retardo no diagnostico ou falha no tratamento, seja por má resposta terapêutica e/ou aderência, poderá levar um jovem à incapacidade física precoce.

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Prevenção

Prevenção

Não há formas conhecidas de prevenção de espondilite anquilosante. A conscientização sobre os fatores de risco possibilita a detecção precoce e o tratamento adequado desde cedo. Assim é possível prevenir ou retardar as complicações mais graves da doença.

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Fontes e referências

  • Revisado por: Celio Roberto Gonçalves, presidente da Comissão de Espondiloartrites, da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), médico assistente doutor no HCFMUSP, na Disciplina de Reumatologia e Chefe da Unidade Ambulatorial de Espondiloartrite. É Mestre e Doutor em Reumatologia pela FMUSP - CRM: 20383/SP.
  • Lucien Henri, reumatologista do Hospital Samaritano de São Paulo - CRM: 62618/SP.
  • Daniel Feldman Pollak, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein - CRM: 40770/SP.
  • Sieper J et al. Ann Rheum Dis 2009 68 suppl II ii1-ii44
  • Rudwaleit M, van der Heijde D, Landewé R,et al.Ann Rheum Dis. 2011;70:25-31.
  • Rausch Osthoff AK, Niedermann K, Braun J,et al. Ann Rheum Dis. 2018;77:1251-1260.
  • Proft F, Poddubnyy D. Ther Adv Musculoskelet Dis. 2018;10:129-139.