Gripe H1N1: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dr. Franco Martins
Pneumologia - CRM 138476/SP
especialista minha vida

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Visão Geral

O que é Gripe H1N1?

Sinônimos: gripe suína, influenza a

A gripe H1N1 é uma doença causada pela mutação do vírus da gripe (Influenza) e é popularmente conhecida como gripe suína. Os sintomas da doença e transmissão são bem parecidos com os da gripe comum, porém as complicações podem ser mais graves.

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Transmissão de H1N1

A transmissão do vírus ocorre de uma pessoa para outra, por partículas que saem da boca através de espirro, tosse ou fala. Além disso, é possível pegar a gripe por contato com superfícies contaminadas com gotículas respiratórias (o que pode incluir qualquer objeto).

Qual o período de contágio da gripe H1N1?

O período de incubação do vírus é de um e meio a cinco dias, quando começa a manifestação dos sintomas. Durante essa fase, o paciente também pode transmitir a doença - o que acontece até um dia antes do início do surgimento dos sintomas.

Entretanto, o período de maior risco de contágio da gripe H1N1 é quando há sintomas, sobretudo febre. Vale ressaltar que o período de transmissão do vírus em crianças é de até 14 dias, enquanto que nos adultos é de até sete dias.

Também é possível que uma pessoa tenha a doença de uma forma assintomática, sem apresentar nenhuma reação. Nesses casos, a transmissão também é possível e pode acontecer em qualquer estágio da gripe.

Pandemia

De acordo com a OMS, 207 países notificaram casos confirmados de gripe H1N1 entre os anos de 2009 e 2010. Durante este período, foram quase 9 mil mortos em decorrência da doença.

O surto começou no México, onde uma doença respiratória se alastrou pela população, chegando rapidamente aos Estados Unidos, Canadá e, depois, para o restante do mundo – devido às viagens aéreas. Em junho de 2010, a OMS então classificou a gripe H1N1 como pandemia; ou seja, uma doença epidêmica amplamente disseminada.

Casos da gripe H1N1 no Brasil

Em 2017, foram registrados 394 casos e 66 óbitos pelo vírus influenza no país. Desse total, 25 casos e 7 mortes foram por gripe H1N1.

Até abril de 2018, foram registrados mais 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos. Do total, 190 casos e 33 óbitos estavam relacionados à gripe H1N1 - mostrando um aumento do impacto da doença no Brasil.

Diferenças entre H1N1, H2N3 e H3N2

Não há grandes diferenças entre os vírus no que diz respeito às doenças que cada um causa, na maneira de se prevenir e no tratamento. A distinção entre os três subtipos de Influenza está nas proteínas específicas que cada um tem em sua superfície.

O problema da H1N1, no entanto, é que ela pode levar o paciente à morte devido ao agravamento dos sintomas, quando comparado aos quadros de outros tipos de gripe. Portanto, ela pode ser considerada como um tipo mais agressivo se não tratada adequadamente.

Causas

O que causa a gripe H1N1?

As primeiras formas do vírus H1N1 foram descobertas apenas em porcos, mas as mutações seguintes o tornaram uma ameaça também aos seres humanos. Como todo vírus considerado novo, para o qual não costumam existir métodos preventivos, o agente da gripe H1N1 se espalhou rapidamente pelo mundo.

A transmissão ocorre da mesma forma que a gripe comum, ou seja, por meio de secreções respiratórias passadas de uma pessoa para outra, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, principalmente. Além disso, é possível pegar a gripe por contato com superfícies contaminadas com gotículas respiratórias (o que pode incluir qualquer objeto).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Center for Diseases Control (CDC), o centro de controle de doenças nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque o H1N1 será eliminado durante o cozimento.

Fatores de risco

A gripe H1N1, como qualquer gripe, pode afetar pessoas de todas as idades. Porém, no período em que houve a pandemia, notou-se que o vírus infectou mais pessoas entre os 5 e os 24 anos. Nesse contexto, foram poucos os casos de gripe H1N1 relatados em pessoas acima dos 65 anos de idade.

Além disso, há alguns fatores de risco que facilitam o surgimento da doença, como:

  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
  • Asma
  • Doença cardíaca
  • Doença neurológica
  • Imunodepressão (pacientes com HIV e transplantados)
  • Gravidez (principalmente no fim da gestação)
  • Fetos e recém-nascidos de mães que tiveram H1N1
  • Diabetes
  • Obesidade

Quase todas as pessoas que evoluem para casos graves, necessitando de internação hospitalar, apresentam alguma doença prévia. Por outro lado, uma a cada três pessoas que morreram pela gripe não tinha nenhuma doença prévia.

Além disso, populações indígenas e com idade acima de 50 anos também tiveram casos mais graves durante a pandemia. Já indivíduos com mais de 65 anos tiveram quadro ameno, atribuído ao contato prévio com vírus semelhante na década de 1950.

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Sintomas

Sintomas de Gripe H1N1

Os sintomas da gripe H1N1 são muito parecidos com os da gripe comum, porém apresentando mais alterações gastrointestinais. Os sinais mais comuns são:

Sintomas incomuns

Outros sintomas podem se manifestar no paciente com gripe H1N1, mas são menos comuns, como:

  • Tremores e calafrios
  • Dores musculares
  • Dores nas articulações
  • Falta de ar
  • Coriza
  • Chiado no peito.

Buscando ajuda médica

É importante buscar ajuda médica se os sintomas forem muito intensos nas primeiras 48 horas, especialmente se a pessoa apresentar dispneia (falta de ar) e se os sinais persistirem por mais de sete dias.

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Convivendo (prognóstico)

Gripe H1N1 tem cura?

Geralmente, o tratamento da gripe H1N1 é eficaz, sendo muito possível alcançar a cura. Quando o paciente procura um pronto-socorro ao sinal dos primeiros sintomas e segue o tratamento indicado pelo médico, ele tem uma completa resolução do quadro. Contudo, em alguns casos, dependendo da gravidade, a gripe H1N1 pode levar a óbito.

Complicações possíveis

As complicações decorrentes da gripe H1N1 são mais comuns nos extremos de idade e gestantes. As principais são:

A insuficiência respiratória é um sintoma presente em metade dos casos da gripe H1N1. Em quadros mais graves, ela pode levar o paciente à morte.

Convivendo/ Prognóstico

O paciente deve repousar e ficar em casa, isso ajuda na recuperação e evita transmitir o vírus aos amigos e familiares.

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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Qualquer médico pode diagnosticar a gripe H1N1, sendo que alguns especialistas podem ter mais experiência com a doença, como:

  • Infectologista
  • Pneumologista

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Gripe H1N1

Como detectar a H1N1

A suspeita de gripe H1N1 ocorre em pessoas com sinais e sintomas compatíveis aos de gripe comum. A partir do quadro clínico, o médico solicita um exame laboratorial para confirmar a presença do vírus no sangue.

Dependendo do tempo dos sintomas, o exame pode ser positivo ou não. Um exame negativo não necessariamente exclui o diagnóstico.

Para ser o quadro ser definido como gripe, inicialmente, é necessário que o paciente apresente febre de 37,8º C ou mais, dor de garganta e/ou tosse. Se houver um teste laboratorial positivo para H1N1, está fechado o diagnóstico.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Gripe H1N1

O principal tratamento para qualquer cepa do vírus Influenza é feito com o uso do antiviral à base de fosfato de Oseltamivir (como Tamiflu), que somente deve ser usado com prescrição médica.

As principais indicações de uso dessa medicação são para casos que evoluem com piora importante; àqueles que requerem hospitalização; e pessoas de risco, com doenças crônicas, crianças, idosos, gestantes e mulheres em puerpério. O oseltamivir faz melhor efeito quando tomado no início do quadro.

Como em toda gripe, os tratamentos são sintomáticos, com antitérmicos, analgésicos e expectorantes, que controlam os sintomas da doença, como febre e dores. Os antivirais só devem ser utilizados sob prescrição médica, para casos específicos.

Além disso, é indicado que o paciente permaneça em repouso, consuma bastante líquido, tenha uma dieta equilibrada e evite permanecer em locais com grande concentração de pessoas.

Medicamentos para Gripe H1N1

Os medicamentos mais usados para o tratamento de gripe são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Prevenção

Prevenção

Como evitar a gripe H1N1?

A prevenção da gripe H1N1 segue as mesmas diretrizes da prevenção de qualquer tipo de gripe, só que o cuidado deve ser redobrado:

  • Evite manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada
  • Lave sempre as mãos com água e sabão
  • Evite levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca
  • Leve sempre um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas
  • Mantenha hábitos saudáveis
  • Alimente-se bem e coma bastante verduras e frutas
  • Beba bastante água
  • Não compartilhe utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros
  • Se achar necessário, utilize uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar
  • Evite frequentar locais fechados ou com muitas pessoas
  • Verifique com um médico se há necessidade de tomar a vacina contra a gripe H1N1

Vacina de H1N1

Uma das melhores maneiras de evitar o contágio da doença é por meio da vacinação. A vacina da gripe H1N1 está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas.

As vacinas são do tipo trivalentes, ou seja, que imuniza o paciente contra três tipos de vírus diferentes. A composição é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano, a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus naquela época.

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Fontes e referências