Gripe H1N1: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dr. Franco Martins
Pneumologia - CRM 138476/SP
especialista minha vida

Visão Geral

O que é Gripe H1N1?

A gripe H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe suína, o H1N1 é um subtipo do Influenza A, que se tornou conhecido quando afetou grande parte da população mundial entre 2009 e 2010, tendo sido classificado como pandemia.

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Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum e a transmissão também ocorre da mesma forma. O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde muito graves, podendo levar os pacientes até mesmo à morte.

Transmissão

A transmissão do vírus ocorre de uma pessoa para outra, por espirro, tosse e partículas que saem da boca. É possível pegar a gripe por contato com superfícies contaminadas com gotículas respiratórias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Center for Diseases Control (CDC), o centro de controle de doenças nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco.

Quanto tempo dura o período de contágio da doença?

O período de incubação do vírus é de um e meio a cinco dias, quando começa a manifestação dos sintomas. Porém, também é possível que uma pessoa tenha a doença de uma forma assintomática, sem apresentar nenhuma reação. Durante o período de incubação ou em casos de infecções assintomáticas, o paciente também pode transmitir a doença. O período de transmissão do vírus em crianças é de até 14 dias, enquanto que nos adultos é de até sete dias. A doença pode começar a ser transmitida até um dia antes do início do surgimento dos sintomas. O período de maior risco de contágio é quando há sintomas, sobretudo febre.

Pandemia

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao todo 207 países e demais territórios notificaram casos confirmados de gripe H1N1 entre 2009 e 2010. Durante este período, foram quase nove mil mortos em decorrência da gripe H1N1.

O surto começou no México, onde uma doença respiratória alastrou-se pela população e chegou rapidamente aos Estados Unidos, Canadá e, depois, para o restante do mundo – devido às viagens aéreas. Em junho de 2010, a OMS então classificou a gripe H1N1 como pandemia.

Casos da gripe no Brasil

Em 2017, foram registrados 394 casos e 66 óbitos por influenza no país. Desse total, 25 casos e 7 mortes foram por H1N1, 244 casos e 30 óbitos por H3N2, 81 casos e 24 óbitos por influenza B, e 44 casos e 5 mortes por influenza A não subtipada. Em todo o ano de 2017, foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza.

Em 2018, até 14 de abril, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos. Do total, 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 93 casos e 15 óbitos. Ainda foram registrados 62 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 47 casos e 8 óbitos por influenza A não subtipado.

Existem diferenças entre o H1N1, H2N3 e o H3N2?

Não há grandes diferenças no que diz respeito a que doenças causam, como se prevenir e como tratar. A diferença entre os três subtipos de vírus está nas proteínas específicas que cada um tem em sua superfície.

Eles são cepas diferentes do mesmo vírus, com características semelhantes. Recentemente, o Ministério da Saúde revelou que vírus H2N3 não existe no Brasil.

Causas

As primeiras formas do vírus H1N1 foram descobertas em porcos, mas as mutações conseguintes o tornaram uma ameaça também aos seres humanos. Como todo vírus considerado novo, para o qual não costumam existir métodos preventivos, o vírus mutante da gripe H1N1 espalhou-se rapidamente pelo mundo.

A transmissão ocorre da mesma forma que a gripe comum, ou seja, por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, principalmente. Após ser infectada pelo vírus, uma pessoa pode demorar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas da doença. Da mesma forma, pode demorar de um a sete dias para ser capaz de transmiti-lo a outras pessoas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Center for Diseases Control (CDC), o centro de controle de doenças nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71ºC).

Fatores de risco

A gripe H1N1, como qualquer gripe, pode afetar pessoas de todas as idades, mas, no período em que houve a pandemia, notou-se que o vírus infectou mais pessoas entre os cinco e os 24 anos. Foram poucos os casos de gripe H1N1 relatados em pessoas acima dos 65 anos de idade.

Os fatores de risco mais comuns são:

  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
  • Asma
  • Doença cardíaca
  • Doença neurológica
  • Imunodepressão, por exemplo HIV e transplantados
  • Gravidez, principalmente no fim da gestação
  • Fetos e Recém nascidos de mães que tiveram H1N1
  • Diabetes Mellitus
  • Obesidade.

Quase todas as pessoas que evoluem com casos graves, necessitando de internação hospitalar apresentam alguma doença prévia. Por outro lado, 1 a cada três pessoas que faleceram pela gripe não tinha nenhuma doença prévia.

Além disso, populações indígenas e com idade acima de 50 anos também tiveram casos mais graves durante a pandemia. Pessoas com mais de 65 anos tiveram quadro ameno e menos grave, atribuído ao contato prévio com vírus semelhante em 1957.

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Sintomas

Sintomas de Gripe H1N1

Os sinais e sintomas da gripe H1N1 são muito parecidos com os da gripe comum, apresentando mais alterações gastrointestinais. Os sintomas mais comuns são:

Outros sintomas estão presentes, mas são menos comuns:

  • Tremores e calafrios
  • Dores musculares
  • Dores nas articulações
  • Falta de ar
  • Coriza
  • Chiado no peito.

Buscando ajuda médica

É importante buscar ajuda médica se os sintomas forem muito intensos nas primeiras 48 horas, se a pessoa apresentar dispnéia (falta de ar) e se os sintomas persistirem por mais de sete dias.

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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Qualquer médico por diagnosticar a gripe H1N1, sendo que alguns especialistas podem ter mais experiência com essa doença são:

  • Infectologista
  • Pneumologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Exames antigos de sangue ou de imagem, para efeito de comparação
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas?
  • Quando seus sintomas surgiram?
  • Você manteve contato próximo com alguém que estava doente?
  • Você esteve recentemente em locais fechados ou com aglomerados de pessoas?
  • Você sente falta de ar? Com que frequência?
  • Você tomou vacina para gripe H1N1?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gripe H1N1, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável da minha gripe?
  • Quais os tratamentos para H1N1?
  • Quanto tempo fico contagioso depois de iniciar o tratamento?
  • Existe uma alternativa genérica ao medicamento que você me prescreve?
  • Preciso voltar para uma visita de acompanhamento?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Gripe H1N1

A suspeita de gripe H1N1 ocorre em pessoas com quadro de sinais e sintomas compatíveis aos de gripe. A partir do quadro clínico, o médico solicita o exame laboratorial para confirmar a presença do vírus. Dependendo do tempo dos sintomas, o exame pode ser positivo ou não. Um exame negativo não necessariamente exclui o diagnóstico.

Para ser definido como gripe inicialmente, é necessário que o paciente apresente febre de 37,8ºC ou mais, dor de garganta ou tosse. E se houver um teste laboratorial positivo para H1N1, está fechado o diagnóstico.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Gripe H1N1

O principal tratamento para qualquer cepa do vírus influenza é feito com o uso do antiviral à base de fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), que somente deve ser usado com prescrição médica. As principais indicações do uso dessa medicação são casos que evoluem com piora importante, aqueles que requerem hospitalização e pessoas de risco, com doenças crônicas, crianças, idosos, gestantes e mulheres em puerpério. O oseltamivir faz melhor efeito quando tomado no início do quadro.

Como em toda gripe, os tratamentos são sintomáticos, com antitérmicos, analgésicos, expectorantes, que controlam os sintomas da doença, como febre e dores. Os antivirais só devem ser utilizados sob prescrição médica, para caso específicos.

Além disso, é indicado que o paciente permaneça em repouso, consuma bastante líquido e tenha uma dieta equilibrada.

Medicamentos para Gripe H1N1

Os medicamentos mais usados para o tratamento de gripe são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Convivendo (prognóstico)

Gripe H1N1 tem cura?

Geralmente o prognóstico é bom, mas em alguns casos, dependendo da gravidade, a gripe H1N1 pode levar a óbito. Contudo, quando o paciente segue o tratamento indicado pelo médico tem uma completa resolução do quadro.

Complicações possíveis

As complicações decorrentes da gripe H1N1 são mais comuns nos extremos de idade e gestantes. As principais são

  • Pneumonia
  • Infecção bacteriana
  • Convulsões
  • Miocardite
  • Insuficiência renal
  • Falência de múltiplos órgãos.

A insuficiência respiratória é um sintoma presente em metade dos casos frequente da gripe H1N1. Em casos graves, ela pode levar o paciente à morte.

Convivendo/ Prognóstico

O paciente deve repousar e ficar em casa, isso ajuda na recuperação e evita transmitir o vírus aos amigos e familiares.

Beber bastante água e uma boa alimentação também são necessários para uma melhor recuperação.

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Prevenção

Prevenção

A prevenção de gripe H1N1 segue as mesmas diretrizes da prevenção de qualquer tipo de gripe, só que o cuidado deve ser redobrado:

  • Evite manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada
  • Lave sempre as mãos com água e sabão e evite levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca
  • Leve sempre um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas
  • Mantenha hábitos saudáveis. Alimente-se bem e coma bastante verduras e frutas. Beba bastante água
  • Não compartilhe utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros
  • Se achar necessário, utilize uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar
  • Evite frequentar locais fechados ou com muitas pessoas
  • Verifique com um médico se há necessidade de tomar a vacina que já está disponível contra a gripe H1N1.

Vacinação

A vacina da gripe está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas.

As vacinas são trivalentes, ou seja, imuniza contra três tipos de vírus diferentes. A composição da vacina é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus da gripe naquela época.

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Fontes e referências