Herpes labial: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Herpes labial?

Sinônimos: herpes simples

O herpes labial é uma infecção viral e contagiosa nos lábios, na boca ou nas gengivas causada pelo vírus da herpes simples. A doença é caracterizada principalmente pelo surgimento de bolhas pequenas e doloridas.

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Embora grande parte da população seja portadora do vírus, a doença pode não se manifestar em algumas pessoas. Quando a doença se manifesta, pode ocorrer episódios de pico da doença mais de uma vez ao ano.

Estágios da infecção

Depois que o vírus do herpes infecta o paciente, ele segue por três estágios: (2)

- Infecção primária: o vírus entra na sua pele ou mucosa e se reproduz. Durante este estágio, podem desenvolver-se feridas bucais e outros sintomas, como febre. Contudo, o vírus podem não pode causar feridas e sintoma, sendo chamado de infecção assintomática. A infecção assintomática ocorre duas vezes mais vezes que a doença com sintomas.

- Latência: neste caso o vírus se move para uma massa de tecido nervoso em sua coluna chamada gânglio da raiz dorsal. O vírus se reproduz novamente e fica inativo.

- Recorrência: quando você encontra certos estresses, emocional ou físico, o vírus pode reativar e causar novas feridas e sintomas.

Tipos

A herpes labial pode ter duas causas:

Vírus da herpes simples tipo 1 (HSV-1)

Normalmente associado a infecções dos lábios, da boca e da face. Esse é o vírus mais comum de herpes simples e muitas pessoas têm o primeiro contato com este vírus na infância. O HSV1 frequentemente causa feridas (lesões) nos lábios e no interior da boca, como aftas, ou infecção do olho (principalmente na conjuntiva e na córnea) e também pode levar a uma infecção no revestimento do cérebro (meningoencefalite). Pode ser transmitido por meio de contato com a saliva infectada. A maioria das pessoas contrai herpes oral quando são crianças, recebendo um beijo de um amigo ou parente.

Vírus da herpes simples 2 (HSV-2)

Normalmente transmitido sexualmente, o HSV-2 provoca coceira e bolhas ou mesmo úlceras e feridas genitais. Entretanto, algumas pessoas com HSV-2 não apresentam quaisquer sinais (latência). A infecção cruzada dos vírus de herpes do tipo 1 e 2 pode acontecer se houver contato oral-genital. Isto é, pode-se pegar herpes genital na boca ou herpes oral na área genital.

Causas

O herpes labial é causada pelo vírus do herpes simples do tipo 1 (HSV-1) na maioria dos casos, mas o vírus do herpes simples tipo 2 (HSV-2) que é o principal causador do herpes genital, também pode provocar herpes labial.

A infecção inicial pode não causar sintomas ou surgimento de bolhas na boca, porém a característica principal do vírus é permanecer em estado latente no tecido nervoso do rosto por tempo variado.

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A maior parte da população apresenta anticorpos contra o vírus e dificilmente apresentam sintomas clínicos. Em algumas pessoas, o vírus volta à ativa e produz feridas recorrentes que aparecem geralmente no mesmo local.

Fatores de risco

Os fatores que podem aumentar o risco do herpes labial aparecer incluem: (1)

  • Manter contato íntimo e compartilhar objetos com uma pessoa que tenha herpes labial
  • Doenças que debilitam o sistema imunológico, tais como HIV/AIDS e câncer
  • Sexo sem proteção
  • Exposição ao Sol
  • Menstruação
  • Estresse
  • Outras infecções

Por que a herpes labial ocorre mais no verão?

Os casos de herpes labial aumentam bastante no verão. A exposição solar pode levar a uma baixa na imunidade, que facilita a reativação do vírus. Muitas vezes, no verão, as pessoas saem de férias, alimentam-se mal e se expõem prolongadamente ao sol, descuidando da saúde, e o vírus aproveita para se expressar.

O uso do protetor labial pode ajudar a prevenir, mas não serve como garantia, apenas auxilia na prevenção de novas feridas.

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Sintomas

Sintomas de Herpes labial

Os sintomas de herpes labial pode ser divido em três estágios: (2)

- Coceira: Muitas pessoas sentem uma sensação de coceira, ardor ou formigamento ao redor de seus lábios por um dia ou mais, antes que um ponto pequeno, difícil e doloroso apareça e as bolhas irrompem.

- Bolhas: Pequenas bolhas cheias de líquido geralmente surgem ao longo dos lábios. As feridas causadas pela herpes labial também podem ocorrer ao redor do nariz ou nas bochechas.

- Cicatrização: As bolhas pequenas começam a desaparecer, deixando úlceras abertas rasas e depois cicatrização

O principal sintoma do herpes labial é, também, sua principal característica: o surgimento de bolhas pequenas, avermelhadas e doloridas ao redor da boca.

Uma infecção de herpes labial pode ser semelhante a um episódio de herpes genital. o primeiro episódio de herpes labial pode ser leve ou grave e geralmente ocorre em crianças entre um e cinco anos de idade. Os primeiros sintomas aparecem nas primeiras duas semanas e duram até alguns dias após o contato com o vírus.

Dor de garganta e febre de até cinco dias podem ocorrer antes do aparecimento das bolhas, bem como alguns gânglios no pescoço. Sintomas como coceira, queimação, maior sensibilidade ou formigamento ao redor podem ocorrer cerca de dois dias antes do aparecimento das lesões, que costumam aparecer logo em seguida na gengiva, na boca, na garganta ou no rosto. A pessoa também poderá sentir dor para engolir.

Os episódios posteriores de herpes labial costumam ser mais brandos e os sintomas menos intensos. Exposição ao sol, menstruação, estresse e outros podem desencadear uma crise de herpes labial.

Uma erupção geralmente envolve:

  • Lesões na pele ou erupções nos lábios, na boca e na gengiva
  • Bolhas em uma área elevada, vermelha, dolorida
  • Bolhas que se formam, se rompem e liberam fluido
  • Crostas amarelas que se soltam para revelar uma pele rosa em cicatrização
  • Várias bolhas pequenas que se unem para formar uma bolha maior.

Buscando ajuda médica

Marque uma consulta com seu médico se você apresentar:

  • Sintomas de herpes labial grave ou que não desapareçam após duas semanas
  • Feridas perto dos olhos
  • Sintomas do herpes e sistema imunológico enfraquecido (imunossupressão) devido a doenças ou determinados medicamentos.
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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar são:

  • Clínico geral
  • Infectologista
  • Dermatologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Você sentiu uma dor antes que a ferida se tornasse visível?
  • Os seus sintomas incluem irritação ocular?
  • Você notou se algo em particular parece desencadear seus sintomas?
  • Você já foi tratado por feridas no passado? Em caso afirmativo, qual o tratamento mais efetivo?
  • Você experimentou recentemente um estresse significativo ou mudanças importantes na vida?
  • Seu trabalho ou vida familiar o trazem ao contato com crianças ou com pessoas com maior doença?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual tratamento você recomenda?
  • Quais são as etapas de autocuidado que posso seguir para aliviar os sintomas?
  • Eu sou contagioso? Por quanto tempo?
  • Como faço para reduzir o risco de espalhar esta condição para outros?
  • Em quanto tempo você espera que meus sintomas melhorem?
  • Estou em risco de complicações dessa condição?
  • Posso fazer qualquer coisa para ajudar a prevenir uma recorrência?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Herpes labial

Muitas vezes, os médicos conseguem detectar uma infecção pelo vírus da herpes simplesmente por meio da observação clínica, dando especial atenção às feridas. Entretanto, certos testes podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico.

Exames

Os principais exames incluem:

  • Exames de sangue para anticorpos de HSV (sorologia)
  • Teste de anticorpo fluorescente direto das células extraídas de uma lesão
  • Cultura viral da lesão
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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Herpes labial

Se não exigirem tratamento, os sintomas geralmente desaparecem entre uma e duas semanas. Medicamentos antivirais tomados por via oral podem ajudar os sintomas a desaparecerem mais rapidamente e aliviar a dor.

As feridas de herpes costumam reaparecer. Os medicamentos antivirais funcionam melhor se forem tomados quando o vírus estiver começando a voltar, ou seja, antes do aparecimento das feridas. Se o vírus voltar com frequência, o médico poderá recomendar ainda que você tome os medicamentos constantemente.

Pomadas antivirais tópicas podem ser usadas, mas devem ser aplicadas a cada duas hora. Elas são caras e podem reduzir o tempo da erupção entre algumas horas a até um dia, em casos leves de herpes.

Faça compressas com loções antissépticas não agressivas se necessário, tendo o cuidado de não retirar as crostas pois pode haver sangramento e retardar a cicatrização.

Especialista explica: herpes labial tem cura?

Medicamentos para Herpes labial

Os medicamentos mais usados para o tratamento de herpes labial são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Convivendo (prognóstico)

Herpes labial tem cura?

Não há cura para a infecção causada pelo vírus da herpes. Como em alguns casos, a doença pode não apresentar sintomas pode acabar dificultando o tratamento. No entanto, quando tratada corretamente o paciente pode viver sem complicações.

Complicações possíveis

Se não for tratada, o herpes labial pode levar a problemas como:

  • Recorrência do herpes labial
  • Disseminação do herpes para outras áreas da pele como os olhos
  • Infecções bacterianas secundárias na pele
  • Infecção generalizada, deve ser rapidamente diagnosticada pelo médico morte em indivíduos com imunossupressão, incluindo indivíduos com dermatite atópica, câncer ou infectados pelo HIV
  • Cegueira.

Convivendo/ Prognóstico

Faça compressas com loções antissépticas não agressivas se necessário, tendo o cuidado de não retirar as crostas pois pode haver sangramento e retardar a cicatrização.

As dicas para evitar futuras erupções incluem aplicar filtro solar ou protetor labial com óxido de zinco quando estiver em áreas abertas. Um hidratante labial para evitar que os lábios fiquem muito secos também pode ser útil.

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Prevenção

Prevenção

Evite contato direto com feridas de herpes. Minimize o risco de disseminação indireta lavando bem itens, como toalhas e talheres, antes de reutilizá-los. De preferência, não compartilhe itens com uma pessoa infectada, principalmente quando ela tiver lesões de herpes. Evite desencadeadores (principalmente exposição ao sol) se tiver tendência ao herpes labial.

Evite fazer sexo oral quando estiver com lesões de herpes na boca ou perto da boca e evite receber sexo oral de alguém que tenha lesões de herpes genital ou oral. Os preservativos podem ajudar a reduzir, mas não eliminar totalmente, o risco de pegar herpes no sexo genital ou oral com uma pessoa infectada.

Atenção: Os vírus do herpes oral ou genital podem às vezes ser transmitidos mesmo quando a pessoa não apresenta lesões ativas.

Especialista explica: como prevenir as crises de herpes labial?

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Fontes e referências

  • Revisado por: Dra. Luiza Keiko, dermatologista e coordenadora do departamento de DST e AIDS da Sociedade Brasileira de Dermatologia - CRM: 28645
  • (1) Dra. Ana Célia Xavier, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
  • (2) Mayo Clinic
  • (3) American Sexual Helth Association (ASHA)
  • (4) Ministério da Saúde
  • (5) Sociedade Brasileira de Dermatologia