Herpes simples: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dr. Vitor Manoel Silva dos Reis
Dermatologia - CRM 27767/SP
especialista minha vida

Visão Geral

O que é Herpes simples?

Sinônimos: dst, herpes

Herpes simples é uma infecção viral comum e contagiosa, geralmente percebida por feridas na boca ou na região genital (como pênis e vagina). Porém, também pode ser assintomática e atingir bebês. Também chamada de "herpes simplex", pode ser uma DTS (Doença Sexualmente Transmissível), mas seu contágio não ocorre apenas pela relação sexual.

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A herpes simples é originária por vírus que já estão presentes em nosso organismo, sendo categorizada em dois tipos: herpes tipo 1 (HSV - 1) e herpes tipo 2 (HSV - 2).

O herpes tipo 1 é transmitido principalmente por contato oral, ocasionando feridas e pequenas bolhas ao redor dos lábios ou na cavidade interna da boca.

Foto: Domaskina/Shutterstock
Foto: Domaskina/Shutterstock

Já o herpes tipo 2 é uma infecção sexualmente transmissível que ocasiona feridas e bolhas na região genital.

População com herpes

Apesar de não ter cura (apenas tratamentos), a herpes simples é uma doença bastante comum.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 3,7 bilhões de pessoas com idade inferior a 50 anos tenham herpes tipo 1.

No caso da herpes tipo 2, estima-se que 417 milhões de pessoas tenham o vírus na corrente sanguínea.

Tipos

Vírus da herpes simples tipo 1 (HSV-1)

A herpes tipo 1 é o nome popular associado à doença do vírus da herpes simples tipo 1. Normalmente é associada a infecções dos lábios, da boca e da face.

Afinal, o HSV1 frequentemente causa feridas (lesões) nestas regiões, como afta ou infecção do olho (principalmente na conjuntiva e na córnea). Também pode levar a uma infecção no revestimento do cérebro (meningoencefalite).

Esse é o vírus mais comum de herpes simples e muitas pessoas têm o primeiro contato com ele na infância. Pode ser transmitido por meio de contato com a saliva infectada.

Como se pega Herpes tipo 1?

Veja a seguir como é a transmissão do vírus da herpes tipo 1

Como se pega herpes tipo 1?

Especialistas apontam as formas de transmissão mais comuns da herpes tipo 1. São eles:

Beijo

O beijo é uma das principais formas de transmissão da herpes simples. Durante o beijo há troca de saliva e o vírus da herpes pode ser transmitido por meio dela.

É importante ressaltar que o vírus da herpes não precisa estar ativo para que aconteça a transmissão, ou seja, não precisa haver uma ferida visível para que ele contamine uma pessoa.

A maioria das pessoas adquire herpes simples por meio de beijos no rosto quando bebês e crianças; e o vírus não se manifesta externamente, com feridas.

Sexo oral

O vírus da herpes tipo 1 também pode ser transmitido pelo sexo oral, mesmo que o contato seja genital-oral. Sendo assim, o vírus do herpes simples será transmitido para a área genital, causando, assim, a herpes genital.As partes infectadas podem ser: pênis, saco escrotal, coxas, uretra, vagina, vulva, colo do útero, nádegas, boca e ânus.

Uso compartilhado de utensílios

Se você costuma compartilhar talheres ou dividir copo, saiba que isso pode ser arriscado e uma fácil fonte de contágio à herpes.

O vírus da herpes simples pode se alojar na superfície cutânea, entorno da boca, lábios e cavidade oral para quem compartilha dos mesmos utensílios.

Herpes tipo 2

A herpes tipo 2 geralmente é transmitida por relações sexuais, provocando coceira, bolhas ou mesmo úlceras e feridas genitais.

Entretanto, algumas pessoas com HSV-2 não apresentam quaisquer sinais (latência).

A infecção cruzada dos vírus de herpes do tipo 1 e 2 pode acontecer se houver contato oral-genital. Isto é, pode-se pegar herpes genital na boca ou herpes oral na área genital.

Como se pega o vírus da herpes tipo 2?

Veja a seguir como o vírus da herpes tipo 2 é transmitido.

Relação sexual

O vírus da herpes tipo 2 é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) ocasionada pelo contato sexual desprotegido. Isso porque o vírus pode se concentrar no sêmen, secreções vaginais e saliva.

Confira nosso vídeo sobre DSTs, incluindo explicação sobre a herpes:

É mais difícil se contaminar com o vírus da herpes tipo 2 por compartilhamento de objetos. O motivo é que esse vírus não consegue sobreviver muito tempo fora do corpo. Logo, sua transmissão se dá, na maioria das vezes, por troca de fluídos.

Transmissão vertical

Pode acontecer de durante a gestação a mãe transmitir o vírus da herpes simples para o bebê. Existem diferentes estudos que mostram que a contaminação pode acontecer tanto intra útero próximo do parto ou no pós parto. A maioria dos casos acontecem próximo ao parto. Por isso é importante cuidar da saúde durante a gravidez e comparecer a todas as consultas de pré-natal

Esse tipo de transmissão pode acontecer no momento do parto, caso a mãe esteja com o vírus da herpes ativo. Esse tipo de transmissão pode acontecer com maior facilidade se a mãe for muito jovem. O razão é o fato de que pessoas muito jovens têm uma menor quantidade de anticorpos capazes de combater a herpes. Por isso é importante cuidar da saúde durante a gravidez e comparecer a todas as consultas de pré-natal

Transmissão no momento do nascimento

Esse tipo de transmissão pode acontecer no momento do parto, caso a mãe esteja com o vírus da herpes ativo. Esse tipo de transmissão pode acontecer com maior facilidade se a mãe for muito jovem. O razão é o fato de que pessoas muito jovens têm uma menor quantidade de anticorpos capazes de combater a herpes. Por isso é importante cuidar da saúde durante a gravidez e comparecer a todas as consultas de pré-natal

Causas

A transmissão do vírus da herpes simples se faz principalmente por contato direto entre pessoas, mesmo que não haja lesão ativa. Por sua vez, a infecção por meio de objetos pode existir, mas é menos comum.

A herpes simples é causada pelos vírus da herpes humanos (HSV-1 e HSV-2), que podem ficar latentes e não se manifestarem. Contudo, quando se manifestam, as principais causas são as listadas abaixo:

Saliva

A herpes de tipo 1 é transmitida por meio de contato com a saliva infectada. Isso pode ocorrer por beijos e compartilhamento de utensílios, como talheres e copos.

Vale ressaltar que não são somente beijos de língua que podem causar herpes, mas sim beijos nos rostos. Casos de bebês com feridas de herpes simples são comuns, especialmente após terem recebido beijos de alguém que sequer sabia que estava infectado com o vírus.

Relações sexuais

O HSV-2, herpes tipo 2, é associado ao contágio com pessoa infectada por meio de relações sexuais, ocasionando a chamada herpes genital na boca ou herpes oral na área genital.

Transmissão vertical: de mãe para bebê

O vírus da herpes também pode ser transmitido da mãe para o bebê durante a gravidez, no momento do parto e após o parto.

No caso da transmissão vertical, a mãe transmite o vírus da herpes simples para o bebê por contaminação intrauterina próxima do momento do parto ou no pós-parto. A maioria dos casos acontecem próximo ao parto. Por isso, é importante cuidar da saúde durante a gravidez e comparecer a todas consultas de pré-natal.

Transmissão no nascimento

Esse tipo de transmissão da herpes da mãe ao bebê pode acontecer no momento do parto, caso a mãe esteja com o vírus da herpes ativo, principalmente se a mãe for muito jovem.

A razão é que pessoas muito jovens têm menor quantidade de anticorpos capazes de combater a herpes.

Consulte sempre seu(a) ginecologista e obstetra durante a gestação para minimizar riscos a você e ao seu bebê.

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Sintomas

Sintomas de Herpes simples

Herpes tipo 1

Na maioria das vezes, a infecção pelo vírus da herpes simples é assintomática. De forma que a maioria das pessoas que têm o vírus da herpes tipo 1 desconhecem que estão infectadas.

As feridas nos lábios são comumente referidas como "feridas frias". Isso é: as pessoas infectadas geralmente experimentam uma sensação de formigamento, prurido ou queimação em sua boca, antes do aparecimento de feridas. Após a infecção inicial, as bolhas ou úlceras podem periodicamente se repetir; e a frequência das recorrências varia de pessoa para pessoa.

Entretanto, médicos comentam os sintomas de herpes mais frequentes:

Foto: Vladimir_Sotnichenko/Shutterstock
Foto: Vladimir_Sotnichenko/Shutterstock
  • Pequenas bolhas, aftas ou úlceras geralmente na boca, nos lábios, nas gengivas ou nos genitais
  • Nódulos linfáticos aumentados no pescoço ou na virilha (geralmente somente no momento inicial da infecção)
  • Herpes de boca
  • Febre, especialmente durante o primeiro episódio de infecção
  • Lesões genitais ou mesmo orais podem começar com uma sensação de queimação ou formigamento.

Sintomas do herpes tipo 2

Muitas vezes, assim como o herpes tipo 1, as pessoas não sabem que foram infectadas com os vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifeste sinais. Mas pode acontecer, em certos casos, de a pessoa presenciar alguns sintomas característicos como:

  • Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio
  • Manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção
  • Úlceras na região dos genitais, que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar
  • Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam
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Tratamento e Cuidados

Fatores de risco

A probabilidade de infecção por HSV-1 na infância é maior dentre aquelas que convivem em piores condições de higiene e saúde. Já os adultos adquirem certa resistência contra esse tipo de vírus, principalmente se este estiver se manifestado anteriormente.

Já o HSV-2 é transmitido sexualmente, configurando-se, portanto, como uma doença sexualmente transmissível (DST). Neste caso, adultos são mais propensos a adquiri-lo do que crianças.

Em ambos os casos, entrar em contato com uma pessoa infectada aumenta consideravelmente o risco de contágio. Além disso, fatores como traumatismo, estresse, exposição prolongada ao sol e menstruação favorecem a manifestação da herpes.

Herpes simples tem cura?

A herpes simples não tem cura, pois é originada de vírus presentes no corpo humano. Contudo, tratamentos auxiliam no desaparecimento de sintomas.

As lesões orais ou genitais da herpes costumam desaparecer sozinhas de 7 a 10 dias. A infecção pode se agravar e durar mais tempo em pessoas que sofrem de alguma doença que enfraquece o sistema imunológico.

Depois que a infecção ocorre, o vírus da herpes se espalha até as células nervosas e permanece no corpo pelo resto da vida. Pode ressurgir de tempos em tempos e causar sintomas ou surtos de herpes.

As recorrências podem ser provocadas por excesso de luz solar, febre, estresse, doença aguda e medicamentos ou doenças que enfraqueçam o sistema imunológico (câncer, HIV/AIDS ou o uso de corticosteroides, por exemplo).

Tratamento de Herpes simples

Alguns casos de herpes são leves e somente precisam de tratamentos tópicos. Ou seja, medicamentos que aplicados diretamente sobre a pele e/ou via oral.

Mas pessoas que têm surtos graves ou prolongados (principalmente se for o primeiro episódio de infecção), com sistema imunológico ou que têm recorrência frequente, talvez necessitem do uso de medicamentos antivirais, seja por via oral ou intravenosa.

Foto: Domaskina/Shutterstock
Foto: Domaskina/Shutterstock

Pacientes com recorrências graves ou frequentes de herpes oral ou genital podem optar por continuar com os medicamentos antivirais para reduzir a frequência e a gravidade dessas recorrências.

Medicamentos para Herpes simples

Os medicamentos mais usados para o tratamento de herpes simples são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Herpes simples

Os médicos muitas vezes conseguem detectar uma infecção pelo vírus da herpes simplesmente por meio da observação clínica, dando especial atenção às feridas.

  • Exames de sangue para anticorpos de HSV (sorologia)
  • Teste de anticorpo fluorescente direto das células extraídas de uma lesão
  • Cultura viral da lesão

Se as feridas têm sido frequentes e dolorosas, procure imediatamente um pronto-socorro para atendimento clínico. Depois, recomenda-se o acompanhamento com infectologista.

Caso você apresente sintomas externos (como queimação, formigamento, feridas, manchas e/ou bolhas), é aconselhado a consulta com um dermatologista. Já se os sinais se manifestarem em órgãos genitais, consulte um ginecologista (mulheres) ou urologista (homens).

Buscando ajuda médica

Procure ajuda médica caso você apresente sintomas que lembrem a infecção da herpes. Existem muitas doenças diferentes que podem causar lesões similares, principalmente na região genital. Então, a consulta com um especialista é extremamente importante.

Se você tiver um histórico de infecção de herpes e desenvolver lesões similares, informe um médico caso elas não melhorem de 7 a 10 dias; ou caso você sofra de alguma doença que enfraqueça o sistema imunológico.

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar herpes simples estão:

  • Clínica médica
  • Infectologia
  • Imunologia
  • Dermatologia
  • Urologia
  • Ginecologia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Você já foi diagnosticado com o vírus da herpes anteriormente?
  • Você adotou comportamento de risco recentemente, como manter relações sexuais sem preservativo?
  • Quando os sintomas surgiram?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Você já foi diagnóstico com alguma outra condição médica? Qual?

Exames

Médicos podem solicitar alguns exames para confirmar a detecção da herpes simples, como:

  • Exames de sangue para anticorpos de HSV (sorologia)
  • Teste de anticorpo fluorescente direto das células extraídas de uma lesão
  • Cultura viral da lesão
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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Siga à risca as orientações médicas e obedeça às instruções de tratamento. Além disso, procure sempre lavar as mãos e evite tocar as lesões características da herpes simples.

Proteja-se de Doença Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a herpes, com o uso de camisinha em relações sexuais. A quem está infectado, a utilização do preservativo é ainda mais fundamental, evitando, assim, o contágio ao parceiro ou parceira.

Complicações possíveis

Apesar de não ser uma doença grave, a herpes simples não tratada pode levar a algumas complicações de saúde, como:

  • Erupção variceliforme (herpes espalhada pela pele)
  • Encefalite
  • Infecção do olho
  • Infecção da traqueia
  • Meningite
  • Pneumonia
  • Infecção prolongada grave em indivíduos imunossuprimidos
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Prevenção

Prevenção

É difícil de prevenir a infecção da herpes simples, pois o vírus pode ser espalhado mesmo por pessoas que não apresentam sintomas de um surto ativo. Porém, alguns comportamentos podem auxiliar a prevenção:

Profilaxia da herpes

  • Evite contato direto com uma lesão aberta.
  • Evite contato sexual enquanto houver lesões ativas, suas ou de seu parceiro/parceira.
  • Use preservativo durante relações sexuais.
  • Evite contato (como beijos) com recém-nascidos ou crianças com eczema.
  • Evite contato com pessoas com doenças autoimunes

Para minimizar o risco de infectar recém-nascidos, é recomendada a cesariana para gestantes que possuem uma infecção ativa de herpes no momento do parto.

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Fontes e referências

  • Revisado por: Dr. Vitor Reis, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – CRM: 27767
  • Ministério da Saúde
  • Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Hospital Israelita Albert Einstein