Leucemia mielóide crônica: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Leucemia mielóide crônica?

Sinônimos: lmc

A leucemia mielóide crônica (LMC) é um tumor ocasionada pelo acúmulo de células mielóides, que são células que fazem parte da imunidade do corpo humano. Ocorre principalmente em adultos entre 50 e 55 anos. “É caracterizada pela presença do cromossomo Philadelphia (pH+) e do oncogene que o codifica”, explica o oncologista Victor Zia, especialista da Clínica de Oncologia Médica Clinonco.

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De acordo com o oncologista Sérgio Fortier, especialista da rede de Hospitais São Camilo (SP), neste tipo de leucemia a medula óssea perde o controle e começa a produzir cada vez mais neutrófilos maduros sem responder aos estímulos para encerrar a produção.

Causas

É um tipo de câncer que se inicia nas células mielóides da medula óssea. Há alterações genéticas nestas células imaturas, ocasionando a formação do gene anormal BCR-ABL, que transforma a célula mielóide em uma célula leucêmica.

Inicialmente a doença tem uma evolução lenta. Quando as células doentes ocupam a medula óssea e caem na circulação sanguínea pode infiltrar outros órgãos, principalmente o baço.

Os tumores de um modo geral são causados por mutações no DNA que levam a célula a se dividir sem controle, produzindo proteínas e fatores estimuladores de crescimento.

Fatores de risco

Há poucos fatores de riscos conhecidos para a leucemia mielóide crônica. Podemos citar:

  • Exposição à radiação
  • Ter entre 50 e 55 anos
  • Ser do sexo masculino
  • Histórico familiar de câncer.
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Sintomas

Sintomas de Leucemia mielóide crônica

Os principais sintomas da leucemia mielóide crônica são:

  • Aumento do baço
  • Sensação de fraqueza
  • Cansaço
  • Sudorese Noturna
  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Palidez
  • Febre
  • Dor óssea.
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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma leucemia mielóide crônica são:

  • Clínico geral
  • Oncologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Eles foram contínuos ou ocasionais?
  • Quão intensos são esses sintomas?
  • Existe algo que parece melhor os sintomas?
  • Existe algo que, aparentemente, torna os sintomas piores?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para leucemia mielóide crônica, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa provável desses sintomas?
  • Quais são as outras possíveis causas desses sintomas?
  • Que tipo de testes você precisa?
  • Quais seriam as melhores medidas a serem tomadas?
  • Qual é a melhor maneira de tratar outras doenças existentes quando você tem leucemia mielóide crônica?
  • Há restrições que devo respeitar?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Leucemia mielóide crônica

O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais em amostras de sangue e estudo das células da medula óssea, como:

  • Mielograma
  • Imunofenotipagem
  • Cariótipo (exame genético)
  • Exames de função renal e hepática.

Um hemograma completo pode identificar anormalidades nas células do sangue, ajudando o médico no realizamento do diagnóstico.

A análise da medula óssea com métodos como biópsia e aspiração de medula óssea também são importantes para o diagnóstico. Neles são retirados amostras de medula óssea do osso do quadril para a realização de testes laboratoriais.

Existem também testes para detectar o cromossomo philadelphia no sangue, como a análise de hibridização in situ fluorescente e o teste de reação em cadeia da polimerase.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Leucemia mielóide crônica

O tratamento para a leucemia mielóide crônica é mais simples, pois há possibilidade do uso de drogas orais que controlam a doença em longo prazo.

“Não há cirurgias específicas para esta doença, exceto quando há acometimento do baço e desconforto abdominal intenso”, afirma o especialista Victor Zia.

O tratamento envolve:

  • Medicamentos inibidores da função do cromossomo philadelphia (Imatinibe, Dasatinibe e Nilotinibe)
  • Quimioterapia convencional
  • Transplante de medula óssea.

Segundo o oncologista Sérgio Fortier o transplante de medula óssea é uma modalidade menos utilizada atualmente por ser muito agressiva. “Os tratamentos medicamentosos podem controlar a doença por décadas”, completa.

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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

O oncologista Victor Zia recomenda hábitos de vida saudável, que incluem alimentação e exercícios físicos regulares, além de seguir estritamente orientações médicas.

De acordo com a Clínica Mayo (EUA), terapias alternativas que podem aliviar os sintomas incluem:

  • Acupuntura
  • Aromaterapia
  • Massagens
  • Meditação
  • Técnicas de relaxamento.

O cigarro pode influenciar de alguma forma no tratamento da doença. As opiniões dos especialistas divergem, enquanto uns apontam a tese que o cigarro apresenta várias substâncias mutagênicas demonstrando maior risco de leucemia mielóide crônica em fumantes e pior qualidade de vida, para outros o tabagismo não parece ser um fator de risco. Entretanto, o hábito está comprovadamente ligado a vários tipos de doenças e deve ser desencorajado para evitar complicações futuras.

Leucemia mielóide crônica tem cura?

A chance de cura depende de diversos fatores como, por exemplo, a idade. Quanto mais velho o paciente for, maior o risco. Em geral, a chance de cura é de 83% em 5 anos.

Complicações possíveis

Existem complicações decorrentes da doença quando não tratada ou tratada tardiamente, como:

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Prevenção

Prevenção

A única prevenção possível para a leucemia mielóide crônica é evitar fatores de risco como exposição à radiação.

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Fontes e referências

  • Oncologista Victor Zia, especialista da Clínica de Oncologia Médica Clinonco e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). (CRM-SP 151458).
  • Oncologista Sérgio Fortier, especialista da Rede de Hospitais São Camilo (CRM-SP 122585).
  • Clínica Mayo Clinic organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros - Disponível em https://www.mayoclinic.org/es-es