Rinite: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Rinite?

O termo rinite é definido como inflamação ou disfunção da mucosa que reveste a cavidade do nariz e seios da face. A condição é caracterizada por sintomas nasais como obstrução, coriza, espirros, coceira ou alterações do olfato, geralmente durando por mais de uma hora, dois ou mais dias consecutivos. (5)

PUBLICIDADE

Classificação da rinite

As rinites podem ser classificadas em:

  • Agudas: quando os sintomas duram entre 7 a 10 dias
  • Crônicas: quando sintomas persistem por mais de 3 meses.

Rinite x Sinusite

A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e pode ter várias causas. Um resfriado, por exemplo, não deixa de ser uma rinite, mas do tipo infecciosa.

Mas normalmente quando as pessoas falam em rinite estão se referindo a queixas mais duradouras (ou pelo menos recorrentes) causadas, por exemplo, pela rinite alérgica. Os sintomas mais frequentes da rinite são a coriza (secreção clara que escorre do nariz), os espirros, a coceira no nariz e o nariz entupido.

Já a sinusite é uma inflamação da mucosa que reveste os seios da face (também chamados de cavidades paranasais). Os seios da face são espécies de câmaras de ar que ficam ao redor do nariz, forradas internamente por uma mucosa muito parecida com a do próprio nariz. Essa mucosa que reveste internamente os seios da face produz muco, exatamente como a mucosa do nariz. Esse muco drena para dentro do nariz por pequenos orifícios que comunicam os seios da face com as fossas nasais. (7)

Saiba mais: Tire 10 dúvidas sobre a rinite alérgica

Tipos

A classificação dos tipos de rinite dependem dos critérios empregados: frequência e intensidade dos sintomas, resposta aos tratamentos, e presença de complicações e achados de exames específicos.

A Academia Europeia de Alergia e Imunologia propôs a classificação da constituída por 4 subgrupos: (6)

Rinites infecciosas

A rinite infecciosa é possivelmente o tipo mais comum de rinite. É também conhecido como o resfriado comum ou infecção do trato respiratório superior. Esse tipo de rinite é causado por vírus ou bactérias geralmente autolimitadas (doença que tem um período limitado e determinado). Os resfriados ocorrem quando um vírus frio se instala nas membranas mucosas do nariz e nas cavidades sinusais e causa uma infecção. (2)

Rinite alérgica

A rinite alérgica é uma reação imunológica do corpo a partículas inaladas que são consideradas estranhas. Essas substâncias são chamadas de alérgenos. O nariz é a porta de entrada para o ar e substâncias carregadas por ele, e tem a função de filtrar as impurezas, além de umidificar e aquecer o ar que vai chegar aos pulmões. Saiba mais sobre a doença aqui!

Rinite não alérgica

A rinite não alérgica é uma condição que causa espirros crônicos, congestão ou corrimento nasal. Embora esses sintomas sejam semelhantes aos da rinite alérgica, a rinite não alérgica é diferente porque, ao contrário de uma alergia, não envolve o sistema imunológico. Uma reação alérgica ocorre quando o sistema imunológico reage excessivamente a uma substância inofensiva, conhecida como alérgeno. (4)

Rinite mista

A rinite mista é caracterizada com mais de um agente causador, podendo ser ocasionada por bactérias e vírus ao mesmo tempo. (6)

Causas

A rinite pode ser desencadeada ou agravada pela exposição a microrganismos como vírus, bactérias ou alérgenos (proteínas) que ficam dispersos no ar e penetrarem no epitélio respiratório. Os mais comuns são os oriundos de ácaros da poeira, de baratas, de fungos, pêlos, saliva e urina de animais domésticos, alimentos.

Também atuam como desencadeantes de sintomas da rinite as mudanças bruscas de clima, a inalação de irritantes inespecíficos como odores fortes, gás de cozinha, fumaça de cigarro, poluentes atmosféricos, a inalação de ar frio e seco, além da ingestão de medicamentos antiinflamatórios, em indivíduos predispostos.

Alterações hormonais durante o ciclo menstrual, puberdade, gravidez, menopausa, assim como alterações endócrinas, como hipotireoidismo, também podem estar associadas. Este distúrbio também aparece em outras situações, como no ato sexual.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco da rinite são: (1,6)

  • Histórico familiar de rinite
  • Predisposição genética
  • Presença de outras doenças alérgicas como asma, dermatite, conjuntivite
  • Exposição alergênica em indivíduos sensibilizados
  • Alterações estruturais anatômicas do nariz e seios da face, como desvio do septo nasal e hipertrofia de conchas nasais
  • Tabagismo
  • Frequentar ambientes com mofo ou poluentes
  • Frequentar ambientes com ar-condicionado sem manutenção
  • Variações súbitas de temperatura e umidade atmosférica.
NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

Sintomas

Sintomas de Rinite

Os sintomas típicos da rinite são:

  • Espirros
  • Prurido (coceira) nasal intenso
  • Coriza (secreção) clara e abundante
  • Obstrução nasal.

Também é possível observar em alguns casos a sangramento nasal (epistaxe), coceira nos olhos e lacrimejamento, podendo ocorrer coceira no conduto auditivo externo, palato (céu da boca) e faringe (garganta).

Buscando ajuda médica

Nos casos agudos, quando na evolução dos sintomas usuais houver piora do quadro com febre, secreção nasal espessa, após o quinto dia de doença ou persistência de sintomas superior a 10 dias. Nos casos crônicos, sempre que houver recidiva dos sintomas após os blocos de tratamento adequados.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a rinite são: (4)

  • Clínico geral
  • Otorrinolaringologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas?
  • Quando seus sintomas começaram a aparecer?
  • Os sintomas são ocasionais ou frequentes?
  • Alguma coisa parece melhorar seus sintomas?
  • Você tem alergia a alguma coisa?
  • Você teve contato recente com poeira domiciliar, pólen ou algum alimento específico?
  • Você esteve resfriado recentemente?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para rinite, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável dos meus sintomas?
  • Quais testes eu preciso fazer?
  • Minha condição é provavelmente temporária ou duradoura?
  • Que tratamentos estão disponíveis e qual é mais recomendado para mim?
  • Eu tenho outras condições de saúde. Como posso gerenciar melhor essas condições juntos?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Rinite

O processo diagnóstico inclui a história clínica realizada pelo otorrinolaringologista, antecedentes pessoais e familiares de atopia (alergia), exame físico e exames complementares laboratoriais ou de imagem.

Exames

Os exames mais importantes no diagnóstico diferencial das rinites são os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata (TCHI) e a avaliação dos níveis séricos de IgE alérgeno-específica. São importantes pela perspectiva de aplicação de medidas preventivas dirigidas, como o controle ambiental, direcionamento do tratamento farmacológico e, pela alternativa da imunoterapia específica (vacinas).

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Rinite

O tratamento inicia após o processo diagnóstico diferencial, de maneira a direcionar o tratamento específico a cada subtipo de rinite.

A maior parte dos casos de rinite aguda tem resolução espontânea na primeira semana após seu início, e o tratamento deve ser sintomático, composto por higiene nasal (lavagens ou gotas com solução salina), descongestionantes tópico locais (por poucos dias) ou sistêmicos, analgésicos e antitérmicos, quando necessário.

O tratamento a longo prazo da rinite persistente se baseia no uso adequado da menor dose de medicamentos que mantenham o paciente assintomático.

Saiba mais: Homeopatia para tratar rinite

Corticosteroide tópico nasal, lavagem nasal com soro fisiológico abundante, anti-histamínicos tópicos nasais ou por via oral são utilizados dentro de um esquema a ser individualizado pelo otorrinolaringologista. Além disso, medidas de “higiene ambiental” devem ser tomadas para afastar o nariz dos fatores irritantes, gatilhos para rinite.

Medicamentos para Rinite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de rinite alérgica são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

Convivendo (prognóstico)

Rinite tem cura?

A rinite aguda, causada por questões circunstanciais irritantes ou hormonais, é curada com tratamento.

Já a rinite persistente, alérgica ou não alérgica, não possui cura. Portanto, o tratamento consegue reduzir a frequência e intensidade dos sintomas e, na maioria dos casos, manter o paciente assintomático e sem alterações da qualidade de vida.

Complicações possíveis

Rinite pode levar a outros problemas de saúde, como:

  • Otite
  • Sinusite
  • Roncos (pelo entupimento do nariz)
  • Problemas de sono
  • Conjuntivites.

Saiba mais: Rinite: previna as crises e evite complicações

Convivendo/ Prognóstico

Assumindo a questão como uma doença que pode ser prevenida e tratada. Há necessidade de adaptação individual ao clima, ambiente de trabalho e domiciliar. Assim como manter acompanhamento com seu médico de confiança e seguir a prescrição.

Siga à risca as orientações médicas para tratamento contra rinite. Não interrompa o tratamento – a não ser que o especialista o oriente neste sentido.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

Prevenção

Prevenção

Existem medidas que fazem parte do tratamento da rinite por meio de evitar que fatores irritantes e alergênicos entrem em contato com a mucosa nasal. Chamamos esse conjunto de medidas de Higiene Ambiental e são as seguintes conforme o IV CONSENSO BRASILEIRO SOBRE RINITES de 2017:

Arrumar o quarto

O quarto de dormir deve ser preferentemente bem ventilado e ensolarado. Evitar travesseiro e colchão de paina ou pena. Use os de espuma, fibra ou látex, sempre que possível envoltos em material plástico (vinil) ou em capas impermeáveis aos ácaros. O estrado da cama deve ser limpo duas vezes por mês. As roupas de cama e cobertores devem ser trocadas e lavadas regularmente com detergente e a altas temperaturas (>55ºC) e secadas ao sol ou ar quente. Se possível a superfície dos colchões deve ser aspirada empregando-se um modelo potente de aspirador doméstico.

Evitar itens que acumulam poeira

Evitar tapetes, carpetes, cortinas e almofadas. Dar preferência a pisos laváveis (cerâmica, vinil e madeira) e cortinas do tipo persianas ou de material que possa ser limpo com pano úmido. No caso de haver carpetes ou tapetes muito pesados, de difícil remoção, os mesmos devem ser aspirados se possível duas vezes por semana após terem sido deixados ventilar.

Evitar bichos de pelúcia, estantes de livros, revistas, caixas de papelão ou qualquer outro local onde possam ser formadas colônias de ácaros no quarto de dormir. Substitua-os por brinquedos de tecido para que possam ser lavados com frequência.

Identificar e eliminar o mofo e a umidade, principalmente no quarto de dormir, reduzindo a umidade a menos de 50%. Verifique periodicamente as áreas úmidas de sua casa, como banheiro (cortinas plásticas do chuveiro, embaixo das pias, etc.). A solução diluída de água sanitária pode ser aplicada nos locais mofados, até sua resolução definitiva, mesmo porque são irritantes respiratórios. É essencial investigar outras fontes de exposição aos fungos fora do domicílio (creche, escola e locais de trabalho).

Local da cama e berço

Camas e berços não devem ser justapostos à parede. Caso não seja possível, coloque-a junto à parede sem marcas de umidade ou a mais ensolarada.

Evitar o uso de vassouras, espanadores e aspiradores de pó comuns

Passar pano úmido diariamente na casa ou usar aspiradores de pó com filtros especiais 2x/semana. Afastar o paciente alérgico do ambiente enquanto se faz a limpeza.

Evitar ambientes fechados

Ambientes fechados por tempo prolongado (casa de praia ou de campo) devem ser arejados e limpos pelo menos 24 horas antes da entrada dos indivíduos com alergia respiratória.

Remover o lixo

Remover o lixo e manter os alimentos fechados e acondicionados, pois estes fatores atraem os roedores. Não armazenar lixo dentro de casa.

Usar sabão em pó

Dar preferência às pastas e sabões em pó para limpeza de banheiro e cozinha. Evitar talcos, perfumes, desodorantes, principalmente na forma de sprays.

Não fumar

Não fumar e nem deixar que fumem dentro da casa e do automóvel. O tabagismo pré-natal, perinatal e pós-natal está associado a problemas respiratórios futuros na prole.

Não tomar banho quente

Evitar banhos extremamente quentes e oscilação brusca de temperatura. A temperatura ideal da água é a temperatura corporal.

Limpar o ar-condicionado

Manter os filtros dos aparelhos de ar condicionado sempre limpos. Se possível limpe-os mensalmente. Evitar a exposição à temperatura ambiente muito baixas e oscilações bruscas de temperatura. Lembrar que o ar condicionado é seco e pode ser irritante.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

Fontes e referências

  • [object HTMLInputElement]

    (1) Ministério da Saúde
  • [object HTMLInputElement]

    (2) Asthma and Allergy Foundation of America
  • (3) American Academy of Allergy Asthma & Immunology
  • (4) Mayo Clinic
  • (5) Arturo Carpes, otorrinolaringologista da Rede de Hospitais são Camilo de São Paulo
  • (6) Fernando Kaoru Yonamine, otorrinolaringologista do Hospital Santa Cruz (HSC)
  • (7) Krishnamurti Sarmento Junior, otorrinolaringologista, CRM 16937/DF