Síndrome mão-pé-boca: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Síndrome mão-pé-boca?

Sinônimos: síndrome mão pé boca, doença mão pé boca, síndrome mão-pé-boca, Doença mão-pé-boca

A doença mão-pé-boca (também chamada de síndrome mão-pé-boca) é transmitida pelo vírus cosxackie, da família dos enterovírus (que normalmente habitam o sistema digestivo). A síndrome leva esse nome pois sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, mãos e interior da garganta.

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As áreas mais afetadas pelo vírus são as mãos, os pés e a garganta
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De acordo com o infectologista Claudio Gonsalez, a doença mão-pé-boca é uma síndrome altamente contagiosa e mais frequente em crianças de até cinco anos de idade, embora possa afetar também adultos.

Como ocorre a transmissão?

Segundo a alergologista Cristina Abud de Almeida, a transmissão pode ocorrer tanto pela via oral, onde há contato com a saliva e outras secreções das vias respiratórias, feridas, alimentos ou objetos contaminados quanto via fecal-fezes de pacientes infectados. A pessoa recuperada pode ainda transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

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Por fotohay/Shutterstock
Criança com doença mão-pé-boca | Por fotohay/Shutterstock

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Por Bai-Bua's Dad/Shutterstock
Criança com doença mão-pé-boca | Por Bai-Bua's Dad/Shutterstock

Causas

A causa mais comum da doença mão-pé-boca é a infecção pelo vírus coxsackiev, embora outros tipos de enterovírus também possam provocá-la.

O contato oral é a principal fonte da doença mão-pé-boca. A doença se espalha pessoa a pessoa por:

  • Secreções nasais ou secreção da garganta
  • Saliva
  • Fluido de bolhas
  • Fezes
  • Gotículas respiratórias pulverizadas no ar após tosse ou espirro.

Fatores de risco

A doença mão-pé-boca afeta principalmente crianças, mas também pode atingir adultos que entram em contato com a mucosa ou fraldas de uma criança infectada. Sua incidência pode aumentar até 20% no outono e no inverno, por conta da imunidade ficar mais baixa no período.

A doença mão-pé-boca afeta principalmente crianças menores de 10 anos de idade. Crianças em creches são especialmente suscetíveis a surtos da doença, porque a infecção se espalha pelo contato pessoa a pessoa.

As crianças geralmente desenvolvem imunidade à doença mão-pé-boca à medida que envelhecem, construindo anticorpos após a exposição ao vírus que causa a doença. No entanto, ainda assim é possível que adolescentes e adultos contraiam a doença.

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Sintomas

Sintomas de Síndrome mão-pé-boca

Os primeiros sintomas da doença mão-pé-boca são febre de 38 a 39 graus e dores de garganta. Após dois dias, aparecem lesões (feridas avermelhadas) na região dos pés, mãos e interior da garganta, que podem ou não se espalhar para as coxas e nádegas. Em alguns casos a criança não apresenta sintomas aparentes.

Se o quadro for mais grave, as lesões podem se transformar em pústulas ou bolhas, que estouram depois de seis dias. Por conta das lesões no fundo da garganta, o paciente também sente dificuldade de engolir líquidos ou alimentos.

Essas lesões costumam desaparecer entre 5 e 7 dias juntamente com a febre, mas as bolhas na boca podem permanecer por até quatro semanas.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Síndrome mão-pé-boca

O tratamento da doença mão-pé-boca é feito com medicamentos anti-inflamatórios ou, se o quadro for grave, medicamentos antivirais. É importante oferecer ao paciente muito líquido, de preferência em temperatura baixa, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, ácidos ou condimentados – que podem acentuar as dores na garganta.

Em geral, a doença mão-pé-boca desaparece sozinha dentro de cinco e sete dias. Após a melhora dos sintomas, o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, não sendo contaminado novamente.

Buscando ajuda médica

A doença mão-pé-boca é geralmente uma doença que não traz grandes complicações, causando apenas alguns dias de febre e sintomas relativamente leves. Contudo, se as feridas na boca ou dores de garganta impedirem a criança de beber líquidos é preciso procurar o médico imediatamente. Se depois de alguns dias os sintomas piorarem, também vale buscar ajuda.

Síndrome mão-pé-boca tem cura?

Sim. De acordo com Cristina Abud de Almeida, a doença mão-pé-boca geralmente é benigna e autolimitada, durando em média 10 dias.

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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a doença mão-pé-boca são:

  • Clínico geral
  • Infectologista
  • Alergologista
  • Pediatra.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, o ideal é já chegar na consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade
  • Se possível, leve um acompanhante para a consulta.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Quão severos são os sintomas?
  • Seu filho recentemente foi exposto a alguém que estava doente?
  • Você já ouviu falar de alguma doença na escola?
  • Alguma coisa parece melhorar os sintomas?
  • Alguma coisa parece piorar os sintomas?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes. No caso da síndrome mão-pé-boca, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável dos sintomas?
  • Meu filho precisará se submeter a algum teste?
  • Qual é a melhor abordagem de tratamento?
  • Existe a necessidade de tomar remédio?
  • O que posso fazer em casa para tornar meu filho mais confortável?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso dúvidas surjam no momento da consulta.

Diagnóstico de Síndrome mão-pé-boca

Normalmente o diagnóstico é clínico, ou seja, por meio dos sinais e sintomas apresentados. Além disso, o médico pode solicitar exames de sangue ou de fezes para a detecção do tipo de vírus causador da infecção.

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Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Por conta da dificuldade de engolir, a criança pode reduzir o consumo de líquido e sofrer uma desidratação. Nesse caso, há a necessidade de internação para que o paciente receba soro fisiológico.

Uma forma rara e por vezes grave do vírus coxsackiev pode envolver o cérebro e causar outras complicações:

  • Meningite viral: Tratase de uma infecção rara caracterizada pela inflamação das membranas (meninges) e alterações no líquido cefalorraquidiano em torno do cérebro e da medula espinhal
  • Encefalite: Esta doença grave e potencialmente fatal envolve a inflamação do cérebro causada por um vírus. A encefalite é rara.

Convivendo/ Prognóstico

Certos alimentos e bebidas podem irritar as bolhas na língua, boca ou garganta. Experimente estas dicas para ajudar a tornar a dor menos incômoda e a comer e beber melhor:

  • Chupe gelo
  • Coma sorvete
  • Consuma bebidas geladas, como leite ou água
  • Evite alimentos e bebidas ácidas, como frutas cítricas, bebidas à base de frutas e refrigerantes
  • Evite alimentos salgados ou condimentados
  • Coma alimentos moles que não exigem muita mastigação
  • Lave a boca com água morna após as refeições.
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Prevenção

Prevenção

Certas precauções podem ajudar a reduzir o risco de infecção com a doença mão-pé-boca:

  • Lavar as mãos com cuidado: Certifiquese de lavar as mãos frequentemente e com cuidado, especialmente depois de usar o banheiro ou trocar fraldas e antes de preparar a comida. Se não tiver água ou sabão por perto, use lenços umedecidos ou álcool em gel
  • Desinfetar áreas comuns: Adquira o hábito de limpá-las com água e sabão e, em seguida, reforce com uma solução diluída de água sanitária e água clorada. As creches devem seguir um cronograma rigoroso de limpeza e desinfecção de todas as áreas comuns, incluindo itens compartilhados, como brinquedos, já que o vírus pode viver nesses objetos por dias. Lembre-se também de limpar as chupetas do seu bebê com frequência
  • Ensinar bons hábitos de higiene: Mostre aos seus filhos como praticar uma boa higiene e como se manter limpo. Explique a eles por que é melhor não colocar os dedos, mãos ou qualquer outro objeto na boca
  • Isolar pessoas contagiosas: Como a doença da mão-pé-boca é altamente contagiosa, as pessoas contaminadas devem limitar sua exposição enquanto apresentarem sinais e sintomas ativos. Mantenha as crianças fora da escola até que a febre desapareça e as feridas na boca tenham cicatrizado. Se você tiver a doença, trabalhe de casa ou peça uma licença temporária.
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Fontes e referências