Camisinha Masculina: passo a passo de como usar

A camisinha raramente irá estourar se for usada e conservada adequadamente

O que é

O preservativo masculino, a popular camisinha, é um dos maiores símbolos do sexo seguro. Feita de látex ou poliuretano, impede a ascensão dos espermatozoides ao útero.

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Embora ela seja amplamente recomendada para prevenir DSTs e a gravidez indesejada, sendo inclusive distribuída pelo SUS, ainda existem muitas dúvidas sobre o seu uso e quais cuidados ela oferece realmente.

Veja a seguir como utilizar a camisinha masculina correta para prevenir a gravidez e infecções sexualmente transmissíveis


Como colocar a camisinha da forma correta

Para que a camisinha cumpra o seu papel "protetor" durante o ato sexual, deve-se ter em mente alguns aspectos cruciais para o seu uso:

  • Mantenha em um lugar de fácil acesso antes do ato
  • A embalagem só deve ser aberta no instante do seu uso
  • O pênis deve estar ereto, livre de lubrificantes, cremes ou pomadas
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Tendo em vista essas recomendações, no momento de vestir a camisinha, a pessoa deverá:

  • Segurar o preservativo pela extremidade, deixando um espaço isento de ar na ponta para conter o sêmen, diminuindo assim a chance de rompimento
  • A seguir, a camisinha deve ser desenrolada, da extremidade para a base do pênis
Passo a passo de como colocar a camisinha
Como colocar uma camisinha

  • Após o ato sexual, ainda com o pênis ereto, a camisinha deve ser retirada com cuidado, de forma a impedir que o sêmen extravase
  • Segure a camisinha na extremidade com os dedos de uma mão, ao mesmo tempo em que, com a outra, você retira a proteção no sentido da base para a extremidade.

Como escolher o tamanho ideal

A medida convencional usada para determinar o tamanho da camisinha é a do diâmetro, cujo valor médio (tradicional) e mais encontrado para o consumidor é de 52 mm. Entretanto, podem ser adquiridos preservativos de 55 mm (extra) e de 49 mm ("teen"), que devem ser escolhidos de acordo com as dimensões do pênis.

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Quanto ao comprimento, as camisinhas variam de 16 a 19 centímetros, sendo de extrema importância a certificação do tamanho correto, pois camisinhas maiores ou menores do que o tamanho do pênis podem comprometer a proteção. Na dúvida, escolha o tamanho padrão e troque em caso de desconforto. As espessuras das camisinhas também podem variar, sendo as mais finas - modelos "sensíveis" - indicadas para pessoas que perdem a sensibilidade com a camisinha normal e acabam sentindo menos prazer no ato sexual.

Vantagens de usar a camisinha

  • É fácil de utilizar
  • Livre de hormônios
  • Não é afetado por outras medicações
  • Pode ser facilmente carregada e usada na hora que precisar
  • É a melhor proteção contra HIV/AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis
  • É barata e também pode ser adquirida gratuitamente em postos de saúde

Desvantagens de usar a camisinha

  • Pode causar irritação ou reações alérgicas em caso de alergia ao látex
  • É preciso parar durante o ato sexual para colocar a camisinha
  • Pode rasgar ou sair durante o sexo se não for usada corretamente

Existe risco de gravidez?

Sim, mas eles normalmente estão associados ao mau uso do preservativo. Se a camisinha é colocada corretamente e usada do início ao fim da relação, em todas as relações, as chances de gravidez são próximas de 2%.

A camisinha protege contra todas as DSTs?

Não. A base do pênis e área externa na vagina não são contempladas pela proteção da camisinha masculina, portanto qualquer ferida ou verruga causada por DST nessas partes pode ser transmitida pelo contato

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Todas as áreas da região íntima que ficam em contato pele com pele tem potencial para transmitir DST, como verrugas e feridas consequentes de HPV e gonorreia. Além disso, o especialista afirma que existe uma remota chance do vírus da Aids passar por entre as microscópicas malhas do látex que compõe os preservativos, mas que para isso acontecer o portador precisa apresentar taxas muito altas do vírus.

Apesar disto, a camisinha (masculina ou feminina) ainda é o único e mais seguro recurso para proteger das mais diversas doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada. Para o caso de pessoas que tem uma DST na parte externa da genitália, o melhor é buscar tratamento e suspender as relações sexuais, evitando o risco de transmitir ao parceiro.

Erros ao usar a camisinha masculina

  • Usar mais de uma ao mesmo tempo: essa prática não é recomendada pois a fricção das duas malhas de látex pode causar um rompimento das camisinhas. A mesma lógica vale para a camisinha feminina, que deve ser usada individualmente, nunca em conjunto com a masculina
  • Usar apenas no sexo vaginal: a transmissão de DST também pode ocorrer por meio do sexo anal ou vaginal. Além disso, a própria flora bacteriana anal pode causar infecções penianas
  • Falta de lubrificação durante o sexo pode estourar a camisinha. Por isso, a penetração só deve acontecer quando a mulher já estiver devidamente lubrificada. No caso do sexo anal, em que não há lubrificação natural, é recomendado o uso de produtos lubrificantes adequados. Caso a mulher tenha muito pouca ou não possui lubrificação natural, é indicado também o uso dos produtos
  • Usar a mesma camisinha em dois atos sexuais. Um dos fatores de rompimento da camisinha é o seu uso prolongado, pois aumentará a fricção ou mesmo diminuir a área de extravasamento. O ideal é ter sempre mais de um preservativo disponível, para que ele possa ser trocado a cada ato sexual consecutivo.

Alergia ao látex

Algumas pessoas podem ser alérgica ao látex, material utilizado ao fabricar os preservativos. Evidentemente que em caso de alergia o ideal é não não usar a camisinha masculina feita de látex.

Hoje, no mercado, existem as camisinhas feitas de silicone, ou mesmo a camisinha feminina, que é feita de poliuretano ou borracha nitrílica, materiais com pouco potencial alergênico. Caso o homem ou a mulher tenha alergia ao látex, o ideal é buscar essas alternativas.

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Se a camisinha furar, qual o procedimento mais adequado?

É preciso salientar que a camisinha raramente irá estourar se for usada e conservada adequadamente. Caso ocorra o rompimento, o coito deverá ser interrompido imediatamente e uma nova camisinha deve ser adequadamente usada. Se houver risco de gravidez, pode ser considerado o uso de pílula do dia seguinte. Também é recomendado fazer os exames para verificação de DST.

Qual o prazo de validade de uma camisinha?

O prazo de validade varia de três a cinco anos, dependendo do fabricante. Esse tempo é contado a partir da data de fabricação, que vem impressa na embalagem. Para sua melhor conservação, devemos mantê-la longe de umidade e calor excessivo, além de evitar dobrá-la, amassá-la ou mantê-la por muitos dias dentro da carteira, bolsa, porta-luvas ou porta-malas do carro. Sem esquecer que ela deve ser retirada da embalagem apenas instantes antes da sua utilização.

A camisinha exclui o uso de outros métodos contraceptivos?

Não. Usar a camisinha durante as relações sexuais não impede o casal de manter ou começar a usar outros métodos contraceptivos, como a pílula anticoncepcional ou o adesivo. Da mesma forma, uma mulher que já faz uso desses métodos não deve dispensar a camisinha durante as relações sexuais, uma vez que esses métodos protegem apenas contra a gravidez, mas não contra DST.

Vale lembrar que a pílula anticoncepcional é aquela de uso contínuo, e não a pílula do dia seguinte - essa deve ser usada apenas no caso de a camisinha ter estourado ou qualquer outra situação que levante a suspeita de gravidez após a relação sexual. A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que afeta a metabolismo da mulher sempre que usado, podendo causar danos a longo prazo, como infertilidade, se usada com frequência.

Camisinha X Pílula anticoncepcional

Quando pensamos em proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, a camisinha é superior ao uso da pílula anticoncepcional por impedir o contato direto do pênis com a vagina. Mas quando se trata de se evitar bebês, o mais seguro é o uso da pílula anticoncepcional, visto que a chance dela falhar quando usada corretamente gira em torno de 1%, enquanto que a camisinha com uso correto pode falhar até 6%.

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Se usada incorretamente, algumas pesquisas revelam taxas de falha da camisinha de até 16%. Mas se você procura segurança tanto para doenças sexualmente transmissíveis quanto para não engravidar, por que não aliar os dois métodos? Fale com o seu parceiro(a) a respeito.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.