Tabelinha: entenda como usá-la para não engravidar

Método permite calcular os dias mais férteis do ciclo menstrual

Tabelinha é um método usado por muitas mulheres para saber quais os dias mais férteis dentro de seu período menstrual e então calcular quando devem ou não ter relações desprotegidas.

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A tabelinha pode ser usada tanto como método contraceptivo (para evitar a gravidez) quanto para acelerar a concepção de um bebê.

Como a tabelinha é feita

Para fazer a tabelinha é importante observar o ciclo menstrual e saber exatamente quanto tempo ele dura. Lembrando que cada ciclo começa no primeiro dia da menstruação e acaba um dia antes da próxima.


Os ciclos menstruais nem sempre duram a mesma quantidade de dias, então alguns especialistas recomendam observar entre três e seis meses quanto tempo seu ciclo dura em média.

Isso observado, você subtrai 14 dessa média de dias e chegará no dia da provável ovulação.

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Os dias com mais chance de engravidar são os dois antes e os dois depois dessa data estabelecida.

Ou seja, se seu ciclo tem 30 dias, a ovulação acontece no 16º - com a margem, o período fértil é entre o 14º e 18º dias do período.

No entanto, algumas pessoas preferem colocar uma margem maior, já que o espermatozoide pode ficar em 3 e 5 dias vivo no útero da mulher. Portanto, você pode estabelecer uma margem de 5 dias antes e depois.

Neste caso, se você tem um ciclo de 30 dias, a ovulação acontece no 16º dia e o período mais fértil é entre 11º e o 21º dias.

Isso feito, sempre anote no calendário qual dia começa sua menstruação e quais dias serão os mais férteis para se proteger ou não, dependendo do objetivo.

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Como começar a fazer tabelinha

É importante explicar, em primeiro lugar, que mulheres que usam anticoncepcionais hormonais (como pílula, anel vaginal, injeção anticoncepcional, DIU de Mirena, etc.) não precisam fazer tabelinha, já que os hormônios contidos interferem no ciclo menstrual, não havendo um período fértil.

No caso das mulheres que esquecem de tomar a pílula de vez em quando, a tabelinha também não ajuda, pois com a oscilação hormonal os dias férteis são irregulares, não obedecendo a lógica da tabelinha.

Caso você não tome anticoncepcionais hormonais, o mais importante é observar a duração do seu ciclo por entre três e seis meses para ter uma média de quanto tempo ele dura.

Caso você tenha acabado de deixar de tomar anticoncepcionais, o corpo leva entre um a dois meses para se readaptar e voltar ao ciclo menstrual normal. Portanto, observe por mais tempo sua menstruação e se proteja durante o ciclo todo neste período, usando camisinha.

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Quais as chances de engravidar fazendo tabelinha?

A tabelinha não é considerada um método anticoncepcional seguro pelos ginecologistas, pois as chances de erro são altas. Até porque, existem diversos fatores que podem mudar a data da menstruação, como fortes emoções, estresse, uso de alguns medicamentos e até mesmo um simples resfriado. E isso muda a data da ovulação, atrapalhando o método.

No entanto, eles costumam indicá-la quando o desejo é engravidar, já que ajuda a ter tentativas mais assertivas.

Alie a tabelinha a...

Camisinha Tanto a camisinha masculina quanto a camisinha feminina são fundamentais para quem faz tabelinha e qualquer mulher com vida sexual ativa. Isso porque os outros métodos anticoncepcionais não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Além disso, no caso da tabelinha, a camisinha permite que a mulher possa continuar com sua vida sexual ativa mesmo quando está em seus dias férteis.

DIU de cobre O DIU de cobre não interfere no ciclo menstrual, pois sua ação apenas libera íons de cobre no útero, causando uma inflamação, o que torna o ambiente inóspito para os espermatozoides. Apesar de ter uma chance de engravidar pequena, aplicar a tabelinha enquanto ele é usado ajuda a torná-lo ainda mais seguro.

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Vantagens e desvantagens da tabelinha

Uma das maiores vantagens da tabelinha é que ela é um método não hormonal, o que não traz efeitos colaterais.

Além disso, ela possibilita à mulher um conhecimento maior do seu organismo e ciclo menstrual, permitindo que elas saibam o que esperar de seu corpo em cada fase do mês.

Entre as desvantagens está o fato de que normalmente a tabelinha deve ser relacionada a outro método contraceptivo, como a camisinha, pra que não haja abstinência sexual no período fértil. É sempre bom ressaltar que a camisinha deve ser usada como proteção para doenças sexualmente transmissíveis, que não são evitadas com nenhum outro contraceptivo.

Além disso, fatores que alterem a menstruação podem aumentar o risco de erros ao adotar este método, o que pode levar a uma gravidez não planejada.

Contraindicações da tabelinha

Algumas mulheres não têm indicação para fazer tabelinha, como:

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Adolescentes Meninas que acabaram de menstruar e ainda estão com os aparelhos reprodutores em desenvolvimento costumam ter um ciclo menstrual mais irregular, o que torna a tabelinha um método com maior risco de erro.

Mulheres com problemas ginecológicos A síndrome dos ovários policísticos, principalmente quando não tratada, costuma mexer com o ciclo menstrual, alterando os dias de menstruação e até criando ciclos curtos ou longos demais, incompatíveis com a ovulação.

Mulheres que usam anticoncepcional hormonal Nesses casos os hormônios alteram o ciclo menstrual, fazendo com que a mulher deixe de ovular, ou seja, não existem dias férteis para serem controlados na tabelinha.

Portanto, mesmo em casos que a mulher não tome o anticoncepcional corretamente, eles ainda influenciam no ciclo menstrual, tornando-o irregular e não havendo como prever quais dias serão férteis.

No entanto, vale lembrar que existem relatos de mulheres que mesmo tomando anticoncepcionais continuam ovulando, apesar de serem casos raros. O ideal, ao fazer seu ultrassom de rotina, sempre avisar o médico que está realizando o exame que você usa anticoncepcionais, assim ele observará se ele está mesmo atuando nos seus ovários.

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Fontes consultadas

Ginecologista Pedro Monteleone (CRM-SP 81123), coordenador técnico do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) e diretor da Clínica de Reprodução Humana Monteleone

Ginecologista Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana da Clínica Mãe (SP)

Ginecologista Cássio Sartório, especialista em reprodução humana da Clínica Vida (SP)

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